24 de maio de 2024

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Reflexões no Maio Negro: 136 Anos da Abolição da Escravatura no Brasil 

No ensolarado domingo de 13 de maio de 1888, o Rio de Janeiro acordou em festa. Era o dia em que a escravidão, uma chaga histórica, chegava ao fim por meio da assinatura da princesa Isabel, encerrando um capítulo sombrio na história do Brasil. Contudo, é necessário refletir sobre o verdadeiro significado desse marco histórico, que ecoa até os dias atuais. 

Machado de Assis, testemunha ocular daquele momento, descreveu-o como um “delírio público”, enquanto Lima Barreto, ainda criança na época, recordaria mais tarde da “alegria geral”. No entanto, mesmo diante dessas palavras de celebração, é crucial reconhecer que a abolição não significou o fim das injustiças e desigualdades enfrentadas pela população negra. 

No recente evento realizado em Barra do Piraí para marcar essa data histórica, autoridades, representantes da sociedade civil e a imprensa local se uniram para refletir sobre a importância do 13 de maio e sobre os desafios ainda enfrentados em busca da equidade racial. Discursos como o do Secretário de Saúde, Dione Caruso, ressaltaram que a equidade racial não é apenas uma questão de justiça social, mas também é fundamental para o crescimento e prosperidade de toda a sociedade. 

A presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR), Luciene Mariano, que presidiu o evento, expressou gratidão a todos os envolvidos e destacou a importância de olharmos para trás enquanto continuamos nossa busca pela equidade racial. A abolição da escravatura foi apenas o primeiro passo rumo a uma verdadeira igualdade racial. Ainda há muito a ser feito. 

Portanto, o 13 de maio não deve ser apenas um dia de celebração, mas também um momento de reflexão e compromisso renovado com a justiça e a igualdade para todos os cidadãos brasileiros, independentemente de sua origem étnica. Que essa data nos inspire a redobrar nossos esforços na construção de um Brasil verdadeiramente inclusivo e igualitário. 

Da esquerda para direita, Jordan Climaco – Vice Presidente do Compir, Jair Ferreira Borges – ex-secretário de Cultura, Roberta Janini – acessora de assuntos institucionais de Mendes RJ,  Viviane Souza – Fisioterapeuta e Coordenadora de Igualdade racial de Mendes, João Paulo de Souza Silva, Luciene Mariano – Presidente do Compir BP, Cristiane – Inst Cultural Beleza Negra, Júlia Eugênio, Alessandra Pio – Gerente do Serviço de Acolhimento Institucional, Aline Santana, Flávia Simplício – Diretora Executiva dá Assistência Social BP. 

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