
Enquanto 1.470 mulheres foram assassinadas em 2025 — quatro por dia —, policiais femininas da PRF transformam a Dutra em trincheira de respeito e proteção: a força das Rosas de Aço que valorizam, salvam e empoderam a mulher como pilar essencial da sociedade brasileira

Piraí, Rio de Janeiro, 04 de março de 2026 — Elas não estão apenas fiscalizando. Elas estão mudando o jogo. Nesta semana, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagrou a Operação Nacional Rosas de Aço 2026, uma ação ousada, direta e sem piedade contra a violência de gênero nas rodovias federais. O alvo principal? A importunação sexual dentro de ônibus — aquele crime covarde que transforma o transporte coletivo, usado diariamente por milhões de brasileiras, em palco de humilhação e medo.
Apenas em 2025, a PRF registrou 86 ocorrências de importunação sexual nas estradas do país. Um número que assusta, mas que é apenas a ponta do iceberg. No mesmo ano, o Brasil bateu o recorde histórico de feminicídios desde a tipificação do crime em 2015: 1.470 mulheres assassinadas, média de quatro mortes por dia. De 2015 a 2025, foram mais de 13 mil vidas ceifadas. E 2026 já começou com novos casos. Chega. A sociedade não aguenta mais.
É por isso que a mulher merece ser celebrada, respeitada e protegida como o maior valor da nossa nação. Mãe, filha, profissional, empreendedora, educadora — ela é o motor que move famílias, comunidades e o próprio Brasil. Sem ela, não há futuro. E é exatamente essa grandeza que a Operação Rosas de Aço veio defender com força total.
Ação de impacto real na Via Dutra: 189 pessoas conscientizadas em apenas duas horas
Nesta terça-feira, 03 de março, no km 233 da BR-116 (Dutra), em frente à Unidade Operacional da PRF em Caiçara, na Serra das Araras, Piraí (RJ), a 7ª Delegacia da PRF colocou o plano em prática. Policiais femininas da 7ª DEL e da Superintendência do RJ abordaram ônibus de linha, realizaram fiscalizações e, no mesmo momento, ministraram palestras-relâmpago poderosas:
- O que é importunação sexual e por que é crime
- Como a vítima pode pedir ajuda imediatamente
- Que a PRF está preparada para acolher, identificar, prender o agressor e registrar a ocorrência
- Que qualquer testemunha ou vítima pode ligar para o 191 ou pedir ao motorista que pare na viatura ou posto mais próximo
Resultado? 189 pessoas alcançadas só nesse trecho, entre passageiros, motoristas e cobradores. A ação continua durante toda a semana em Petrópolis e Angra dos Reis, com o mesmo objetivo: transformar medo em segurança e silêncio em voz.
As “Rosas de Aço” — policiais mulheres que unem delicadeza e determinação — são o símbolo perfeito dessa operação. Elas mostram na prática que a mulher não é vítima, é protagonista. Quando uma policial federal explica direitos de outra mulher dentro de um ônibus lotado, ela não está só combatendo crime: está elevando o valor da mulher na sociedade inteira.
Por que essa operação é maior que uma blitz?

Porque vai além da repressão. É educação, prevenção e respeito. É dizer para cada brasileira que viaja: “Você não está sozinha. Seu corpo é sagrado, sua dignidade é inegociável e a PRF está do seu lado”.
Em um país onde a violência contra a mulher ainda tenta calar vozes, a Operação Rosas de Aço 2026 grita alto: a mulher vale tudo. Ela constrói, ela cuida, ela transforma. E quem ousa tocá-la ou feri-la vai encontrar a lei, a força e a sociedade unidas contra si.

Se você presenciar ou sofrer importunação sexual em qualquer ônibus nas rodovias federais, não hesite: ligue 191 ou exija parada na PRF. Denuncie. Seja parte dessa corrente de proteção.

A mulher não é flor frágil. É Rosa de Aço. E o Brasil está acordando para defendê-la com afinco.
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Ronaldo José
Como jornalista, minha paixão pela informação e comunicação moldou minha trajetória profissional. Dedico-me ardentemente a levar notícias de forma ágil e precisa, sem comprometer a imparcialidade.
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