
Rio de Janeiro – A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rio de Janeiro (OABRJ), em parceria com o Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas do Rio de Janeiro (Cepopd-RJ), promoveu nesta quinta-feira (12) um importante debate sobre o acolhimento de crianças e adolescentes em comunidades terapêuticas. O evento reuniu especialistas, representantes de órgãos públicos e da sociedade civil para discutir a garantia dos direitos desses jovens e a necessidade de um tratamento adequado para a dependência química.

“É fundamental que tratemos de temas sensíveis como a dependência química, oferecendo um olhar multidisciplinar e buscando soluções efetivas para esses jovens”, afirmou Wanderley Rebello, presidente da Comissão Especial de Políticas sobre Drogas da OABRJ.

Durante o encontro, foram abordados diversos aspectos relacionados ao tema, como a importância do acesso a direitos constitucionais, a necessidade de um tratamento humanizado e a prevenção do uso de drogas. Representantes do Conselho Estadual de Defesa da Crianças e do Adolescente (Cedca), da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) e da Associação dos Conselheiros Tutelares do Estado do Rio de Janeiro (Acterj) destacaram a relevância do trabalho em rede para garantir a proteção integral desses jovens.

A importância de um olhar além da punição
Como bem ressaltou a Drª Danieli Vieira Jurídico da Assistência Social de Barra do Piraí, é preciso ir além das medidas punitivas e buscar as raízes do problema. A dependência química é uma doença complexa que exige um tratamento especializado e acompanhamento multidisciplinar. Ao invés de simplesmente punir esses jovens, é fundamental investir em políticas públicas que promovam a prevenção, o tratamento e a reinserção social.

O que podemos fazer?
Prevenção: Investir em campanhas educativas nas escolas, fortalecer os laços familiares e comunitários e criar espaços de lazer e cultura para os jovens.
Tratamento: Ampliar o acesso a serviços de saúde especializados em dependência química, com equipes multidisciplinares qualificadas para oferecer acompanhamento individualizado.
Reinserção social: Oferecer programas de educação, profissionalização e geração de renda para que os jovens possam reconstruir suas vidas após a recuperação.

A dependência química é um problema que afeta toda a sociedade. Ao trabalharmos juntos, podemos oferecer um futuro mais promissor para esses jovens e construir uma sociedade mais justa e saudável para todos.
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Ronaldo José
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