
Presidente da ALERJ, Guilherme Delaroli, propõe homenagem histórica à bióloga Tatiana Sampaio, que lidera a pesquisa da substância experimental aprovada pela Anvisa em fevereiro de 2026 para tratar lesões medulares irreversíveis
Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 2026 – Uma descoberta que pode mudar para sempre a vida de milhares de brasileiros com lesão medular acaba de ganhar reconhecimento oficial. A bióloga e pesquisadora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, responsável pelo desenvolvimento da polilaminina – molécula derivada da laminina que abre caminho para a regeneração nervosa –, está prestes a receber o título de Benemérita do Estado do Rio de Janeiro.
A proposta foi apresentada pelo presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Guilherme Delaroli (PL), e deve ser aprovada em breve pelo plenário. A notícia explode de esperança: após décadas de diagnósticos de “irreversível”, pacientes com paraplegia e tetraplegia agora têm chance real de voltar a sentir o corpo e recuperar movimentos.
Mais de 25 anos de dedicação incansável à ciência brasileira

Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1995, Tatiana Sampaio coordena o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular no Instituto de Ciências Biomédicas. Formada, mestre em Biofísica e doutora em Ciências pela UFRJ, ela ainda realizou pós-doutorado na Universidade de Illinois (EUA) e na Alemanha.
Há mais de 25 anos ela mergulha no estudo da regeneração do sistema nervoso, investigando como proteínas da matriz extracelular influenciam o comportamento celular na reconstrução de conexões nervosas. O ápice desse trabalho é a polilaminina, uma molécula inovadora que mimetiza a ação natural da laminina no organismo humano.
“Pacientes que ouviam a sentença ‘nunca mais vai andar’ agora podem sonhar com autonomia novamente”, celebrou o deputado Delaroli ao justificar a homenagem.
“A ciência brasileira, quando financiada, produz excelência”

Em declaração emocionada, Guilherme Delaroli destacou o impacto transformador da pesquisa:
“A doutora Tatiana é a prova de que a ciência brasileira, quando financiada e valorizada, produz resultados de excelência. A sua trajetória, que concilia o rigor científico com a paixão pela vida, nos lembra que o maior instrumento de transformação social e de saúde é o conhecimento.”
Fase 1 de testes clínicos em humanos já aprovada pela Anvisa
Em fevereiro de 2026 – exatamente agora –, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para o início da Fase 1 de testes clínicos em humanos. O objetivo inicial é avaliar a segurança da polilaminina. Embora o entusiasmo seja enorme, a própria pesquisadora e especialistas reforçam: a substância ainda é experimental. Não se trata de uma “cura milagrosa” imediata, mas de um avanço promissor que exige todas as etapas de validação científica.
Mesmo assim, o momento é histórico. Pela primeira vez, uma pesquisa 100% brasileira chega a testes clínicos com potencial de devolver qualidade de vida a quem sofreu lesão medular grave.
Por que essa homenagem é tão importante agora?
Reconhecer Tatiana Sampaio como Benemérita não é apenas um gesto simbólico. É um recado claro: o Rio de Janeiro e o Brasil precisam investir mais em ciência. Quando valorizamos nossos pesquisadores, colhemos frutos que salvam vidas e colocam o país no mapa mundial da inovação médica.
A aprovação da proposta na Alerj deve ocorrer nas próximas semanas, transformando uma carreira brilhante em legado oficial do Estado.
A esperança tem nome: polilaminina. E tem rosto: Tatiana Sampaio.
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Ronaldo José
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