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Justiça por Derik: Morte de bebê em Barra do Piraí expõe graves falhas no sistema de saúde

Mãe relata negligência no Hospital Maria de Nazaré; exame essencial para sopro cardíaco só foi realizado cinco meses após o pedido inicial, quando já era “tarde demais”.

A cidade de Barra do Piraí está consternada com o relato de uma mãe que transformou seu luto em um grito por justiça. O pequeno Derik, de apenas seis meses, faleceu após uma sucessão de falhas, omissões e atrasos no sistema público de saúde do município. A família denuncia que sinais claros de problemas cardíacos foram ignorados por profissionais de saúde desde os primeiros dias de vida do bebê. 

Sinais ignorados e silêncio profissional

De acordo com o relato da mãe, Derik nasceu com um sopro cardíaco audível. No entanto, a irregularidade não teria sido informada ou devidamente investigada pela equipe do Hospital Maria de Nazaré

Durante os seis meses de vida da criança, diversos sintomas de alerta foram apresentados, mas tratados sem a urgência necessária: 

  • Hipertrofia cardíaca: Aumento do músculo do coração.
  • Hipotonia: Fraqueza muscular que afeta o desenvolvimento.
  • Dificuldades na mamada: Um sinal clássico de cansaço extremo em bebês com problemas cardíacos.

A espera fatal pelo exame

O descaso acentuou-se na regulação de exames. Um exame cardiológico essencial, solicitado antes mesmo de Derik completar um mês de vida, só foi efetivamente agendado quando o bebê já tinha cinco meses. Ao ser finalmente atendido, o médico responsável foi enfático: era tarde demais

O caso levanta um questionamento urgente sobre a eficiência da gestão de saúde em Barra do Piraí: crianças com quadros de risco não podem aguardar meses em filas de espera. 

Pedido de providências e mobilização

Portal Nossa Região solidariza-se com a família e reforça que a morte de Derik não pode ser tratada apenas como uma estatística. É imperativo que órgãos como o Ministério Público, o Conselho de Ética dos Profissionais de Saúde e os conselhos de Medicina iniciem uma apuração rigorosa sobre a conduta do Hospital Maria de Nazaré e o sistema de regulação de exames. 

Este relato serve como um alerta doloroso para a necessidade de uma saúde infantil pautada na humanidade, responsabilidade e, acima de tudo, na agilidade que a vida exige. 

Ronaldo José: Como jornalista, minha paixão pela informação e comunicação moldou minha trajetória profissional. Dedico-me ardentemente a levar notícias de forma ágil e precisa, sem comprometer a imparcialidade. Ronaldo José-JORNALISTA: Registro-0041725/RJ

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