Prefeita de Barra do Piraí denuncia “ponto insustentável” na Rodovia do Aço e cobra ações emergenciais contra tragédias.
O cenário de descaso e sangue na BR-393 chegou ao limite. Em um discurso contundente na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta terça-feira (14), a prefeita de Barra do Piraí, Katia Miki, confrontou autoridades federais e órgãos de transporte sobre a precariedade da rodovia. Com o tom de quem vive o perigo diariamente, ela disparou: “Não podemos perder mais vidas”.
A audiência pública na Comissão de Viação e Transportes foi o palco de um grito de socorro de toda uma região. Representando o município que detém o maior trecho da via no Sul Fluminense, Katia Miki detalhou a escalada de acidentes fatais. Somente na última semana, dois óbitos foram registrados no trecho de Barra do Piraí, tornando o clima de indignação geral e a situação, segundo ela, “insuportável”.
Pressão total: Justiça e Política contra o descaso
A ofensiva da prefeita não é apenas discursiva. A ida à capital federal ocorre logo após uma vitória judicial decisiva: na última quinta-feira (9), a Justiça Federal determinou que o DNIT apresente um plano emergencial em até 72 horas, fruto de uma ação movida pela prefeitura.
Katia Miki apresentou três pilares urgentes para salvar a rodovia:
- Obras imediatas: Reparo de buracos e manutenção básica para conter a carnificina.
- Novo modelo de concessão: Participação direta dos municípios para evitar erros do passado.
- Investimento Federal: Fim da dependência exclusiva de pedágios, que falharam com a população por 16 anos.
União regional contra a “politicagem”
O evento em Brasília uniu prefeitos de Sapucaia, Três Rios, Paraíba do Sul e Volta Redonda. O foco é proteger quem depende da estrada, como os 800 trabalhadores de Barra do Piraí que cruzam a via diariamente rumo à CSN.
Enquanto o jogo de empurra sobre as responsabilidades de manutenção persiste em algumas esferas, a gestão de Barra do Piraí busca a fonte do problema. “A população não pode mais esperar”, concluiu a prefeita, prometendo manter a pressão até que as máquinas comecem a trabalhar.